Entrevista ao site "Happy Times"

Quando eu vi Barbara Eden, eu voltei no tempo. Ela estava muito perto de mim, e ainda parecia Jeannie, como se tivesse acabado de sair da garrafa na sala de estar no Major Tony Nelson, na Praia dos Cocos. Então ela cruzou os braços, piscou e então eu lembrei porque todos amavam Jeannie É Um Gênio.

Durante seus cinco anos de duração, a série, criada por Sidney Sheldo, foi muito bem recebida pelo público. O período de 1965 a 1970 foi o ponto alto do fervor americano em relação ao programa espacial. "Todos nos adoravam," Barbara contou. "Nós usávamos uniformes, a série era engraçada, e toda a família podia assistir junta. Até recentemente, eu não havia percebido o impacto que Jeannie É Um Gênio teve no público e quão forte foi a marca que o personagem deixou." Eu perguntei a respeito de Jeannie ser um papel típico para Barbara. "Na minha cabeça, isso nunca aconteceu. Eu já havia interpretado loiras e morenas que eram beijadas e salvas pelo mocinho. E apesar de eu ter estado ao lado de Elvis Presley em Estrela de Fogo, a verdade é que ninguém sabia quem era Barbara Eden antes de Jeannie."

Mas Barbara já havia deixado sua marca em Hollywood no fim dos anos 50, o que incluiu "Back From Eternity" (1956) e a série "How To Marry a Millionaire" (1957). "Eu fui descoberta," Barbara contou, "por um diretor da 20th Century Fox. No início, por ter crescido em um lar musical, eu estudei ópera. Na minha família, nós cantávamos enquanto lavávamos a louça." Ela continuou, "Minha mãe e meu avô faziam lindas músicas juntos. Mas um dia, minha mãe sugeriu que eu estudasse teatro. Ela disse, 'Barbara, você não acredita em uma palavra do que está cantando. As notas estão lindas, mas você não acredita nelas.' Então eu fui estudar teatro, ganhei uma bolsa e me mudei para Los Angeles. Eu estava fazendo uma peça no Laguna Playhouse e foi aí que aconteceu. Eu fui descoberta." É assim que os sonhos são feitos, e muitos de nós olharíamos para Barbara e pensaríamos que tudo é ótimo para ela.

Mas todos nós estamos sujeitos às atribulações da vida e em junho de 2001, Barbara perdeu seu filho único, Matthew, devido a uma overdose de drogas. Ela não viu os sinais, mas em retrospecto, ela contou a Larry King pouco tempo atrás, os sinais estavam lá. Na nossa conversa, ela disse que "é importante que as pessoas tenham conhecimento sobre drogas e cuidem de seus filhos." Ela disse que ainda estava sofrendo com a perda de seu filho e que usa o trabalho para ajudá-la a passar os dias. "Eu não sei como estou conseguindo," ela contou,"mas meu amigos tem ajudado muito. Rita McKenzie tem sido uma grande ajuda. Nós adoramos trabalhar juntas e ela faz as viagens serem divertidas. Nós estamos viajando pelo país e a peça tem sido bem recebida."

Barbara recentemente completou uma temporada de 10 semanas no Teatro Apollo em Chicago da peça The Odd Couple... The Female Version. Eu a encontrei no Parker Playhouse em Fort Lauderdale. Ela estava aberta para discutir as dificuldades que enfrentou recentemente e explicou o que a mantém de pé. Barbara segue as práticas e ensinamentos de Ernest Holmes, o fundador da Religious Science. "Eu acredito no poder do pensamento positivo," ela conta. "Todo dia eu faço escolhas. Ser feliz é uma escolha. Ser triste é uma escolha. Eu prefiro ser feliz, feliz, feliz!" Ela riu e me mostrou que como Jeannie, momentos especiais são momentos mágicos.

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